Sufoco
Que sufoco, este em que me encontro
Porque teimo em me deixar magoar
Posso sair posso fugir dali
Sei que iria ser bem melhor para mim
E tento faze-lo se tento....mas meu coração não deixa
Baixinho ele chora, a cada momento que passa as lágrimas são mais intensas
Sinto-as correrem umas após as outras, esqueço o mundo que me rodeia
Minha vida se esvai lentamente, nem consigo respirar
E esta sensação de vazio volta...não consigo deixar de pensar...
Não consigo deixar de amar, meu coração reclama por ele
Por um amor que não existe, está presente mas não para mim
Grito com desespero. Mas meu coração surdo e mudo não me ouve
Sei que me ouve, mas teima em fazer da dor seu alimento
Dor causada pelas tuas palavras, que se assumem como fleichas
Fleichas certeiras que o matam lentamente
Sinto a cada dia que passa que a felicidade não está para todos
Tentei...mas não aprendi, não aprendi a nadar neste mar de tubarões
Eles são os guardiãs da felicidade que está para além deste
Por momentos sinto que me afogo, fica dificil respirar
Debato-me num mar de sentimentos, confusa tento emergir
Preciso respirar contra ti, contra todos terei de lutar
E este meu corpo de tão vazio, acaba por flutuar
Sobreviverei sem ti?...não sei, vou tentar
Não sei se o tempo consegue este amor apagar
Quicá que no meu rosto as lágrimas deixem de rolar
E o brilho da felicidade nos meus olhos volte a morar
11/10/2006 Múchia

1 comentário:
Conhecer alguém aqui e ali que pensa e sente como nós, e que embora distante, está perto em espírito, eis o que faz da Terra um jardim habitado.
boa semana e beijos
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