13 fevereiro 2008

NA PENUMBRA

Na penumbra do meu quarto, penso em ti

Em ti meu amor, amor ausente, amor presente

Neste meu recanto encontro-me com a poesia

Poesia que é minha confidente, minha amiga

Transcrevo para o papel, tudo aquilo que me vai na alma

Este papel que acolhe minhas lamúrias, meus desejos e meus devaneios

Neste momento deixo de escrever e penso em ti

Penso nos momentos felizes, que juntos passamos

Penso no por-do-sol, que tantas vezes assistimos juntos

Como ao nascer do mesmo, que muitos vezes fez-nos acordar em sobressalto

Sim, em sobressalto após as longas noites de amor que passamos

Ai que saudade do teu beijo quente, de beijar teu corpo moreno

Perco-me neste tempo, num tempo de um amor louco

Que foi muito, mas para quem ama é sempre pouco

Sinto saudade, saudade essa que me obriga a refugiar-me no passado

Trazendo de novo ao pensamento, momentos de amor como se os vivesse

Perdida neste meu pensamento, só o deslizar da caneta por entre os dedos faz-me despertar

Caindo na realidade na penumbra deste meu quarto, sinto que te amo

Amo-te meu amor ausente, mas que na minha mente está sempre presente

E começo por confidenciar nesta folha de papel, à poesia minha confidente

O quanto este meu coração está doente, por falta de alimento

Alimento que só tu lhe podes dar, quando nos meus braços puderes estar

E novamente a tua boca eu possa beijar e a tua pele morena possa acareciar

Não tardes meu amor, não tardes em regressar

Na penumbra do meu quarto, nos meus braços quero te aconchegar

Render-me a este amor que sobrevive no meu pensamento

Não tardes meu amor, porque temo a todo o momento

Que este meu pobre coração, morra por falta de alimento.


13-02-2008 Margarida Tanque