14 fevereiro 2012









NOITE E DIA

Olhei a Lua que vagueava, na noite de S. Valentim

Tão triste e solitária, dirigiu seu brilho para mim.

Como ela me compreendia, também esta sofria

Pois amava o Sol, que no momento dormia

Ela vagueava sozinha ai!...como eu a entendia

O meu sol não brilha, nem de noite nem de dia

Solitárias as duas, ficamos a imaginar

Como seria, se nesta noite pudéssemos amar

Não haveria nem noite nem dia, quando nos tivéssemos a amar

A lua amava o sol e eu também te amaria

Deixaria de haver noite e logo seria dia.


Dedicado a: A.J.O.C.A 14-02-2012 Margarida Tanque






04 outubro 2011

Meu Mar



Tu

Grande Imenso, Como o mar

Traiçoeiro, revolto, feroz

Rugido tenebroso, assustador

És algo que se apodera de mim...

Nasce em mim um desejo, o desejo de possuir-te

Um desafio, o desafio de desbravar-te

Lanço-me nos teus braços e sinto que o teu leito me acolhe

Como um mar bonançoso vens de mansinho e do meu corpo te apoderas

Envolves-me e me enlaças, sufocas-me e deixas-me enternecida

E eis que sobre mim te deleitas e suavemente te agitas

Carinhosamente me acaricias e sinto que me possuis

Abraças-me e me embalas, deixando-me adormecida

Levemente te agitas, o meu corpo fustigas

Murmuras ao meu ouvido levando-me no teu baloiçar

E ruges, sinto que dilaceras as minhas entranhas, inundas-me de espuma

Rendes-te, assumes um estado de calmaria, apenas oiço o teu murmurar

Novamente sinto que me acolhes, que me envolves e me deixas perdida

Cansado de mim atiras-me para a praia, extasiada e vencida

Presenteias-me apenas com um laivo de vida

Até que as ondas me despertam com seus beijos suaves, em forma de espuma

e o sol aquece a minha alma, despertando-a para a vida

Quiçá não surja outro mar, que eu saia vencedora e não vencida.


04-10-2011
Voz do Ser










21 dezembro 2009



Estrela da Solidariedade

Os sinos dobram

Acontecem as missas do parto

Juntam-se os crentes para exaltar a parturiente

A Virgem Maria mãe do Salvador

Os corações transbordam de amor

Nos olhos nasce o brilho da Esperança

O espírito natalício paira no ar

É o Natal, o Natal a chegar

É com a chegada dele, com o nascimento de Jesus

Com a estrela guia que brilhou nesse dia

Que hoje brilhe em todos nós, que seja a “Estrela da Solidariedade”

Que aniquile com seu brilho, a fome a guerra e a desigualdade

Fazendo cessar a lágrima da face da criança

Aqueça com seu brilho o coração gélido do sem Abrigo

Que o seu brilho seja o brilho da Esperança dos enfermos

Devolvendo a todos a magia do natal lhe foi outrora negada

Que o desejo em nós seja unânime que torne uma realidade

Que nasça e brilhe a “Estrela da Solidariedade”

Trazendo Amor e a Paz entre nós humanidade

21-12-2009 Margarida Tanque



13 novembro 2009


Quero Ser Feliz

Sinto-me só

Tão só que até dói

A solidão teima em ficar

Não me compreendo

Quero estar só, mas não tanto assim

Preciso de ti solidão

Preciso de estar contigo

Preciso de encontrar

Mas por favor chega

Não te quero noite e dia

Prefiro-te por momentos

Mas não durante a noite

Porque a noite é escura

E não quero que o medo me prive do sonho

Quero sonhar, com um mundo de fantasia

Onde existem fadas, jardins coloridos, pássaros a esvoaçar

Não quero ser aquela que está só na multidão

Quero sim fazer parte dessa multidão

Dessa multidão que vive, que chora, que ri

Não quero ser muito, apenas quero ser feliz.

29 maio 2009



DESILUSÃO

Deserto, tempestade de areia


Um vulto que anda cá e lá


Grãos minúsculos chicoteiam-lhe a face


Sente-se soterrar, suas vestes flutuam


O cansaço atordoa-o, seu corpo reclama


Deixa-se cair, como veio ali parar


Sente um sufoco, tenta se erguer


Não sabe de onde veio, nem para onde ir


Onde está o sol, o verde, as cores


Não consegue olhar à sua volta


A tempestade cega-o, desiste da procura


Ergue-se cambaleando seu fardo é pesado


Um sonho transformado em pesadelo


Um sonho que o atira para o deserto


Ali está ele no centro da tempestade


Num furacão de intriga de mentira e de maldade


Ali reconhece a mesquinhez do ser humano


Cai o desalento apodera-se de si


Cobre-o o manto da esperança


A tempestade passou, resistiu ele a dor


Será que renascerá dentro de si um novo acreditar

Margarida Tanque 28-05-2009

13 fevereiro 2008

NA PENUMBRA

Na penumbra do meu quarto, penso em ti

Em ti meu amor, amor ausente, amor presente

Neste meu recanto encontro-me com a poesia

Poesia que é minha confidente, minha amiga

Transcrevo para o papel, tudo aquilo que me vai na alma

Este papel que acolhe minhas lamúrias, meus desejos e meus devaneios

Neste momento deixo de escrever e penso em ti

Penso nos momentos felizes, que juntos passamos

Penso no por-do-sol, que tantas vezes assistimos juntos

Como ao nascer do mesmo, que muitos vezes fez-nos acordar em sobressalto

Sim, em sobressalto após as longas noites de amor que passamos

Ai que saudade do teu beijo quente, de beijar teu corpo moreno

Perco-me neste tempo, num tempo de um amor louco

Que foi muito, mas para quem ama é sempre pouco

Sinto saudade, saudade essa que me obriga a refugiar-me no passado

Trazendo de novo ao pensamento, momentos de amor como se os vivesse

Perdida neste meu pensamento, só o deslizar da caneta por entre os dedos faz-me despertar

Caindo na realidade na penumbra deste meu quarto, sinto que te amo

Amo-te meu amor ausente, mas que na minha mente está sempre presente

E começo por confidenciar nesta folha de papel, à poesia minha confidente

O quanto este meu coração está doente, por falta de alimento

Alimento que só tu lhe podes dar, quando nos meus braços puderes estar

E novamente a tua boca eu possa beijar e a tua pele morena possa acareciar

Não tardes meu amor, não tardes em regressar

Na penumbra do meu quarto, nos meus braços quero te aconchegar

Render-me a este amor que sobrevive no meu pensamento

Não tardes meu amor, porque temo a todo o momento

Que este meu pobre coração, morra por falta de alimento.


13-02-2008 Margarida Tanque

30 dezembro 2007


TENHO-TE

Tenho-te no pensamento

Vejo-te a olhar para mim

Entraste na minha vida

E não sais da minha mente

Vives no meu coração

Sou feliz com esta ilusão

Quero-te na minha vida

Preciso de sentir a tua paixão

Não tenho solução

Meu coração por ti reclama

Não sei se desejo manter esta chama

Finjo que não o oiço, mas meu peito inflama

Não sei se te terei

Nem tão pouco se vou perder-te

Mas se um dia te perder

Sei que jamais te vou esquecer

Margarida 30-12-2007

Noite de Natal

O frio que se faz sentir

O aconchego da lareira acesa

O cheiro do verde pinho

O velho de barbas brancas
O sonho da criança

O espírito de família

O recordar de um tempo

O misto de cores quentes

O brilho de uma noite mágica

O ensejo de paz e amor é universal

O anunciar de uma noite é noite de Natal

Margarida Tanque 21-12-2007