25 outubro 2007

O MEU MAIS BELO POEMA

O meu mais belo poema, é um mundo

Um mundo que idealizei para ti

Para ti, que outrora partilhaste a minha vida

O meu mais belo poema, não está aqui presente

Mas está dentro do meu coração, num outro mundo

Numa outra dimensão, que está para além do portal da vida

Onde tudo é puro, o brilho é intenso

A água é límpida e cai em forma de cascatas

As quais libertam uma brisa fresca

Anjos luminescentes cantam

Sons de harpas misturam -se aos cânticos

Lírios brancos e roxos brotam de um chão flutuante

Libertando lufadas de um perfume, cheiro doce e inigualável

Espíritos de luz caminham, leves como plumas

Vão em teu auxílio, tu um manto branco, que para trás deixou um corpo

Corpo que foi a tua veste, num mundo sofredor que deixaste para trás

Precisas de ajuda para atravessar o túnel negro, que separa uma, de outra dimensão

Para vires ao encontro de um mundo, um mundo sem sofrimento

Um mundo que criei para ti sem dor, todo ele de paz e amor

Mas tu manto branco, terás de ultrapassar a porta que existe no final do túnel

Tunel que percorres á deriva, caminha em direcção à luz

Só assim deixarás a vida terrena e viverás a vida celestial

Onde descansarás, sobre uma enorme pluma, embalada no doce cântico dos anjos

Ouvindo o meu mais belo poema, que em vida não te escrevi

O meu mais belo poema é em tua memória

É para ti minha irmã, todo este meu poema, feito com o coração

Perante esta tua partida, um vazio apoderou-se do meu peito

Foste, partiste, ja não te tenho mais aqui, embora mores dentro de mim

Sempre senti-te a meu lado, sempre foste a minha força, a minha melhor amiga

Perdoa-me, se não o soube retribuir de igual forma ao ser-te roubada a vida

Quando dolorosamente te apagavas, porque não me disseste?

Sei, foi para que não sofresse, protegendo-me e todos que tanto amavas

Senti que te perdia, no teu respirar ofegante

Nas tuas palavras, no teu descrever da dor, logo ilucidando-me que era uma fase

Mais uma entre muitas que passaste, mais dolorosa, uma dor nunca sentida

Ali te apagavas perante o meu olhar, o qual assistia inocentemente.

Inocente perante a tua transição da vida para a morte.

Aceitei teu ultimo beijo, que na minha face deixaste despediste-te de mim

Retribui teu beijo, mas não me despedi, apenas te deixei com um até amanhã .

Um amanhã que apenas nasceu para uma de nós.


Por tudo que foste, por tudo que sofreste, vou amar-te

Amar-te na forma dos teus filhos, naquilo que criaste

Viverás para sempre no coração de todos nós.




O MEU MAIS BELO POEMA

É para ti que escrevo, o meu mais belo poema

Nunca senti necessidade de o escrever

Porque sempre o declamei

Não era necessário passá-lo para o papel

Tu estavas presente, poderia declamá-lo

Fazendo-o com pequenos gestos de amor

Com pedaços de vida em conjunto

Momentos idênticos, não voltarão jamais

Apenas poderei recordá-los com saudade

O quanto foste importante para mim

Tenho de o escrever porque te perdi

Perdi-te para sempre, não moras mais neste mundo

Não estás mais ao meu lado, já não oiço a tua voz

Sinto um vazio, que tento preenchê-lo, com os teus filhos

Com aqueles que nasceram de ti , que tanto os amaste

Sei que viverás eternamente, no nosso coração

Tentarei sorrir, ser feliz, viver a vida que tanto valorizavas

Imaginando-te no mundo celestial que criei para ti

Em descanso, embalada por este meu mais belo poema

Declamado pelos anjos, numa outra dimensão.

Feito em memória da minha doce irmã Betty, mais uma vitima do cancro da mama, pela sua coragem com que enfrentou todas as fases terriveis porque passou. mantendo sempre a esperança de o superar e pela forma como sofreu em silêncio a sua fase terminal, poupando o sofrimento a todos àqueles que tanto amava.

Margarida Tanque 13-05-2007


Devaneios da Alma

Sublime alma de mulher

Que tantos sentimentos alberga

Que a corroem e a agita

Prisioneira de um peito que grita

Alma inquieta, vestida de negro

Com o negro da solidão

Com a frieza da dor

Com o desespero da desilusão

Desperta apenas, com o bater do coração

Que bate, de forma lenta

Perante uma alma em tormenta

No intimo da mulher, que a sustenta

Com o amor que seu peito acalenta

Que lhe dá vida e a deixa sedenta

Sedenta de beijos, de amor, de paixão

Alimento que provem do coração

Mas este está ferido e enfraquecido

E tu, pobre alma sublime, agora estás perdida

Debateste-te e caíste, foste vencida

Rendeste-te ao cansaço, hoje és alma adormecida

Quiçá… não suja uma lufada de amor

E te desperte para a vida, pobre alma esquecida.

Margarida Tanque 04-10-2007

05 outubro 2007


SEI QUE TE AMO

Sei que te amo, porque procuro o teu cheiro em mim


Sei que te amo, porque penso em ti


Sei que te amo, porque sinto a tua falta


Sei que te amo, porque preciso ouvir-te


Sei que te amo, porque preciso sentir-te


Sei que te amo, porque preciso do teu beijo


Sei que te amo, porque devoro a tua boca


Sei que te amo, porque teus beijos deixam-me louca


Sei que te amo, porque deliro contigo


Sei que te amo, porque as tuas carícias embriagam-me


Sei que te amo, porque eu desejo-te nas minhas entranhas


Sei que te amo, porque corro para ti


Sei que te amo, porque a minha mente te regeita e o meu coração por ti reclama


Sei que te amo, porque as lágrimas deslizam no meu rosto


Sei que te amo, porque uma dor consome meu peito


Sei que não és um amor perfeito, mas sim um amor proibido


E que o meu coração, por te saber amar outra está ferido


Que por não saber chorar te declama, por entre lágrimas e dor


A dor de uma mulher quando desiste de um grande amor



Margarida Tanque 05-10-2007