30 dezembro 2007


TENHO-TE

Tenho-te no pensamento

Vejo-te a olhar para mim

Entraste na minha vida

E não sais da minha mente

Vives no meu coração

Sou feliz com esta ilusão

Quero-te na minha vida

Preciso de sentir a tua paixão

Não tenho solução

Meu coração por ti reclama

Não sei se desejo manter esta chama

Finjo que não o oiço, mas meu peito inflama

Não sei se te terei

Nem tão pouco se vou perder-te

Mas se um dia te perder

Sei que jamais te vou esquecer

Margarida 30-12-2007

Noite de Natal

O frio que se faz sentir

O aconchego da lareira acesa

O cheiro do verde pinho

O velho de barbas brancas
O sonho da criança

O espírito de família

O recordar de um tempo

O misto de cores quentes

O brilho de uma noite mágica

O ensejo de paz e amor é universal

O anunciar de uma noite é noite de Natal

Margarida Tanque 21-12-2007

25 outubro 2007

O MEU MAIS BELO POEMA

O meu mais belo poema, é um mundo

Um mundo que idealizei para ti

Para ti, que outrora partilhaste a minha vida

O meu mais belo poema, não está aqui presente

Mas está dentro do meu coração, num outro mundo

Numa outra dimensão, que está para além do portal da vida

Onde tudo é puro, o brilho é intenso

A água é límpida e cai em forma de cascatas

As quais libertam uma brisa fresca

Anjos luminescentes cantam

Sons de harpas misturam -se aos cânticos

Lírios brancos e roxos brotam de um chão flutuante

Libertando lufadas de um perfume, cheiro doce e inigualável

Espíritos de luz caminham, leves como plumas

Vão em teu auxílio, tu um manto branco, que para trás deixou um corpo

Corpo que foi a tua veste, num mundo sofredor que deixaste para trás

Precisas de ajuda para atravessar o túnel negro, que separa uma, de outra dimensão

Para vires ao encontro de um mundo, um mundo sem sofrimento

Um mundo que criei para ti sem dor, todo ele de paz e amor

Mas tu manto branco, terás de ultrapassar a porta que existe no final do túnel

Tunel que percorres á deriva, caminha em direcção à luz

Só assim deixarás a vida terrena e viverás a vida celestial

Onde descansarás, sobre uma enorme pluma, embalada no doce cântico dos anjos

Ouvindo o meu mais belo poema, que em vida não te escrevi

O meu mais belo poema é em tua memória

É para ti minha irmã, todo este meu poema, feito com o coração

Perante esta tua partida, um vazio apoderou-se do meu peito

Foste, partiste, ja não te tenho mais aqui, embora mores dentro de mim

Sempre senti-te a meu lado, sempre foste a minha força, a minha melhor amiga

Perdoa-me, se não o soube retribuir de igual forma ao ser-te roubada a vida

Quando dolorosamente te apagavas, porque não me disseste?

Sei, foi para que não sofresse, protegendo-me e todos que tanto amavas

Senti que te perdia, no teu respirar ofegante

Nas tuas palavras, no teu descrever da dor, logo ilucidando-me que era uma fase

Mais uma entre muitas que passaste, mais dolorosa, uma dor nunca sentida

Ali te apagavas perante o meu olhar, o qual assistia inocentemente.

Inocente perante a tua transição da vida para a morte.

Aceitei teu ultimo beijo, que na minha face deixaste despediste-te de mim

Retribui teu beijo, mas não me despedi, apenas te deixei com um até amanhã .

Um amanhã que apenas nasceu para uma de nós.


Por tudo que foste, por tudo que sofreste, vou amar-te

Amar-te na forma dos teus filhos, naquilo que criaste

Viverás para sempre no coração de todos nós.




O MEU MAIS BELO POEMA

É para ti que escrevo, o meu mais belo poema

Nunca senti necessidade de o escrever

Porque sempre o declamei

Não era necessário passá-lo para o papel

Tu estavas presente, poderia declamá-lo

Fazendo-o com pequenos gestos de amor

Com pedaços de vida em conjunto

Momentos idênticos, não voltarão jamais

Apenas poderei recordá-los com saudade

O quanto foste importante para mim

Tenho de o escrever porque te perdi

Perdi-te para sempre, não moras mais neste mundo

Não estás mais ao meu lado, já não oiço a tua voz

Sinto um vazio, que tento preenchê-lo, com os teus filhos

Com aqueles que nasceram de ti , que tanto os amaste

Sei que viverás eternamente, no nosso coração

Tentarei sorrir, ser feliz, viver a vida que tanto valorizavas

Imaginando-te no mundo celestial que criei para ti

Em descanso, embalada por este meu mais belo poema

Declamado pelos anjos, numa outra dimensão.

Feito em memória da minha doce irmã Betty, mais uma vitima do cancro da mama, pela sua coragem com que enfrentou todas as fases terriveis porque passou. mantendo sempre a esperança de o superar e pela forma como sofreu em silêncio a sua fase terminal, poupando o sofrimento a todos àqueles que tanto amava.

Margarida Tanque 13-05-2007


Devaneios da Alma

Sublime alma de mulher

Que tantos sentimentos alberga

Que a corroem e a agita

Prisioneira de um peito que grita

Alma inquieta, vestida de negro

Com o negro da solidão

Com a frieza da dor

Com o desespero da desilusão

Desperta apenas, com o bater do coração

Que bate, de forma lenta

Perante uma alma em tormenta

No intimo da mulher, que a sustenta

Com o amor que seu peito acalenta

Que lhe dá vida e a deixa sedenta

Sedenta de beijos, de amor, de paixão

Alimento que provem do coração

Mas este está ferido e enfraquecido

E tu, pobre alma sublime, agora estás perdida

Debateste-te e caíste, foste vencida

Rendeste-te ao cansaço, hoje és alma adormecida

Quiçá… não suja uma lufada de amor

E te desperte para a vida, pobre alma esquecida.

Margarida Tanque 04-10-2007

05 outubro 2007


SEI QUE TE AMO

Sei que te amo, porque procuro o teu cheiro em mim


Sei que te amo, porque penso em ti


Sei que te amo, porque sinto a tua falta


Sei que te amo, porque preciso ouvir-te


Sei que te amo, porque preciso sentir-te


Sei que te amo, porque preciso do teu beijo


Sei que te amo, porque devoro a tua boca


Sei que te amo, porque teus beijos deixam-me louca


Sei que te amo, porque deliro contigo


Sei que te amo, porque as tuas carícias embriagam-me


Sei que te amo, porque eu desejo-te nas minhas entranhas


Sei que te amo, porque corro para ti


Sei que te amo, porque a minha mente te regeita e o meu coração por ti reclama


Sei que te amo, porque as lágrimas deslizam no meu rosto


Sei que te amo, porque uma dor consome meu peito


Sei que não és um amor perfeito, mas sim um amor proibido


E que o meu coração, por te saber amar outra está ferido


Que por não saber chorar te declama, por entre lágrimas e dor


A dor de uma mulher quando desiste de um grande amor



Margarida Tanque 05-10-2007

03 março 2007

Um Olhar


Observam-me…

Sinto-o…sei que um olhar percorre meu corpo

Deslizando sobre mim de forma penetrante

Incomoda-me…Sinto-me prisioneira desse olhar

Com um olhar fugaz tento descobri-lo

E encontro-o com um simples levantar de olhos

Tal qual um íman seu olhar se cola ao meu

Deixa de ser pentrante, tornando-se meigo, e doce

Não!...não posso deixá -lo apoderar-se do meu

Que se apodere de mim...deixo, que meu olhar decaia

Mas este tende em voltar, e novamente se cola ao teu

Com ele vi o sorriso terno e doce que esboçavas para mim

Outros olhares surgiram, uns cumplices, outros delatores

No castanho mel dos teus olhos, vi o crepúsculo do sol

Um misto de cores quentes, de fogo, que incendiou meu coração

Que vive adormecido no calor da paixão

Com um olhar apenas conquistaste meu coração

As vezes este chora, mas não o devia fazer

Porque a tarde chora o por-do-sol

Mas no dia seguinte ele volta a nascer

Assim será o nosso amor se não o deixarmos morrer

Basta um teu olhar, para ele sobreviver

Serás sempre o meu amor, enquanto este meu coração bater
Margarida Tanque 07-02-2007

28 fevereiro 2007

Na nudez da alma

Por ti despi a minha alma

Coloquei a nu todos os meus sentimentos

Deixei que o teu olhar a percorresse

E pudesses ver fluir dela os mais nobres sentimentos

Prostrei-me perante ti prisioneira do teu amor

Teu olhar se recolheu perante tal nudez

Pois ela era detentora de um grande sentimento

Ali morava o amor no calor da ternura e da paixão

Perante algo tão nobre descobriste a pequenez da tua alma

O quanto vazio era o teu ser pois ele não albergava o amor

Sentiste que não merecias tal visão e com ela ferias teu coração

Um coração gélido, frio, desprovido de sentimentos

Um arrepio percorreu teu corpo, sentiste que precisavas do meu calor

O calor que emanava da minha alma, alma nua de preconceitos

Não falaste, a hora era de saber calar, entendi tudo no teu olhar

Abri meus braços, para te poder amparar

Sou o teu aconchego, serei a tua vida jamais esquecida

Serei o pôr-do-sol do teu coração, povoando-o de vários sentimentos

Amor, afecto, respeito, ternura, veracidade, troca, carinho, e cumplicidade

Abre o teu coração, despe também a tua alma

Veste-a com amor, o amor que chegará a qualquer hora

Não sei se estarei presente ou ausente

Não tenhas receio de me procurar se a saudade apertar

E o teu coração por mim reclamar, vais encontrar-me certamente

No brilho de um olhar.
Margarida Tanque 8-02-2007
Veleiro do Sonho

Tu que navegas em meu pensamento

Onde tudo é tempestade, tu que és o raio de sol

Um rasgo de felicidade enlaçado na minha mente

És a luz do sol que aquece minha alma, meu ser

Tua presença nos meus sonhos, ameniza minha dor

E com o sonho, vou aquecendo minha alma gélida

Com momentos de fantasia, pedaços que encaixo no puzzle da vida

A cada dia que passa surge uma nova página em branco

Uma página que faz parte do livro da minha existência

Que após escrita já não posso corrigi-la, hoje escreverei uma mais

Escreverei nela algo que a ela me prenda, um pouco do meu sonho

Ou será apenas mais uma página virada como outras tantas neste meu livro

Em ti, veleiro do sonho minha alma navega, na companhia do amor

Sim na companhia daquele que para mim é um sonho um todo

Ele é eterno no meu diário, no diário de bordo deste meu sonho

Escrevo sonhando, sonhar faz parte da vida, e sou livre de o fazer

Sei que ao fazer de ti, meu veleiro do sonho estarás perto de mim

Não estarás ausente, nem presente demais, apenas sonharei contigo

Sonho com palavras que me aquecem, e sinto-te perto de mim

Sonhar contigo é ter a ilusão da tua presença, peço-te, não naufragues nunca

Neste meu mar de desilusões, não posso perder-te, preciso sonhar

Por ti aguardo, tu és meu sonho, meu aconchego, minha essência

Sonhando rompo as feridas deixadas pelo tempo, lançando-as num voo de delírio

E no horizonte deste mar que é meu pensamento, nasce a esperança

Esperança que leva-me a acreditar no amor, deixando-me levar

Navego nesse veleiro do sonho, que se agita a cada segundo

Onde posso estar contigo, sem jamais te sufocar

Sentindo-te sempre presente, bastando apenas sonhar

No veleiro do sonho, nos braços do amor deixo-me embalar.
Margarida Tanque 11-02-07

14 fevereiro 2007

Alma Sedenta

Lanço meu olhar sobre o mar

Grandioso, tão poderoso como ele só, está deserto

Lá ao longe o sol teima em nascer

Tentando transpor as nuvens cinzentas que o encobrem

No porto descansam apenas duas velhas areeiras

Adormecidas no tempo, oiço seus lamentos

Rugidos que soltam ao serem fustigadas pelas investidas das ondas

Todo meu ser se lamenta, também ele fustigado por este amor

Sim… por este amor que consome meu coração

Pela tua ausência, pela solidão que sinto

Vejo uma leve gaivota, que se deixa balouçar na ondulação

Tão sozinha, deleitando-se na imensidão do mar

Sinto-me tão covarde perante a pequenez desta

Porque tenho medo, porque não sei viver sem amor

Procuro a razão, mas não a encontro

Preciso do teu amor, preciso de ti

Contigo via as cores daVida, o brilho do Sol, o azul do Mar

Via como este rugia e em forma de onda, se estendia na areia

Deixando nela seu beijo suave de água em forma de espuma

Sinto frio, um arrepio percorre meu corpo

E o sol que não vem, sinto minha alma gélida

Falta-me o sol, falta-me o sol da minha vida

Já nem a lua vejo mais, com seu manto cintilante e mágico

Esta nos envolvia numa áurea de ternura e paixão

Não posso, nem quero acreditar, que tudo isto fosse um amor de Verão

Meu coração reclama em delírio a tua presença

Preciso do teu olhar de veneno, do calor do teu corpo moreno

Do teu cheiro que seduz e atormenta esta minha alma sedenta

No silêncio da noite ela grita, no sonho se agita e corre para ti

Por tudo isto estou a pensar em ti, só assim consigo sorrir

Tu és um raio de sol nesta minha vida de tempestade

Um rasgo de felicidade que se tornará plena

Meu eterno amor, quando estiveres a meu lado


Margarida Tanque

Poema premiado em 3º lugar no Concurso Literário "Mundo de Amor " Escalão superior a 40

14-02-2007