19 setembro 2006

Não Quis Magoar-te
Sei que não o querias.
Ninguem magoa, apenas por magoar
Infelizmente por vezes isso acontece
Magoamos quem gostamos e amamos
Podemos magoar com palavras, ou com simples gestos
Por vezes, nem nos apercebermos que o fizemos
Na maioria das vezes essas pessoas, se isolam, por isso não as vemos chorar
Lágrimas correm pelo seu rosto, a tristeza se instala na sua alma
E nós que podemos fazer, nada porque nada sabemos
Nada pode apagar a mágua que alguém sentiu
Não poderemos mandar recuar as suas lágrimas
Nem dos seus seu olhar apagar a desilusão
Tudo isto foi sentido no momento, e foi vivido
Mas este momento, nunca mais o podemos trazer de volta
Ele passa por nós, e o presente, logo se torna passado
Ninguém pode voltar atrás e apagar aquilo que fez
Podemos apenas meditar sobre ele...quiçá no futuro
esse alguém nos perdoará
Múchia/Margarida Tanque

14 setembro 2006


Medo de Chorar

Não tenha medo de chorar, se sentir saudade

Se não o fizer deixe, a natureza o fará por si

Fique sabendo que a chuva, é as lágrimas , daqueles que não sabem chorar

Não fique triste, se tiver que chorar chore...

Não esqueça esxiste sempre alguem, algures no mundo chorando também

Não és o unico, chora o coração de mãe, chora o infeliz até a criança

Os amantes choram, porque alguem lhes feriu o coração

Lembre-se depois da chuva, vem o sol

Esqueça esse dia passou, a chuva secou, e o sol brilhou

Nos teus olhos as lágrimas secaram

Tudo passou, no seu coração não existe mais dor

Múchia/Margarida Tanque


Meu Sol
Meu sol, porque deixaste de brilhar na minha vida
Não te procurei, apareceste como por magia
Estendi a mão,vieste em meu auxilio
Pois diambulava por um tunel escuro
Lugar frio e sombrio, como a minha alma
Não resisti à magia, a tanta ternura
Aos poucos lentamente o sol começou a brilhar
A partir desse momento, tornaste-te muito especial para mim
Contigo voltei a amar
sim amei-te e tu eras o meu sol
Eu a tua lua apaixonada, não adormecia sem espreitar o sol
Noites perdidas, sonhos por sonhar
Tudo para contigo estar
Sol desconhecia-te como traidor
Esqueci que quando o sol nasce é para todos
Como pude pensar que para mim terias um brilho especial
Agora descobri o porquê da tristeza da lua
É porque o seu amor lhe é infiel
Tal e qual como a lua,contigo tive fases
A ternura, o amor, a decepção, e por fim novamente a solidão
Tu meu sol, para sempre ficarás no meu coração
Não sei acho que embora destroçado e espezinhado
Que pelo sol ele continua apaixonado
Margarida Tanque -Muchia
Está Doendo Muito
Há muito, já não me lembro quando
Que não via, o dia nascer assim
Feio, cinzento, sem brilho
Onde está a beleza que irradia o nascer-do-sol
Será mesmo, que hoje nasceu assim?
Será!...
Ou serão as lágrimas que caem dos meus olhos, deslizando apressadas pelo meu rosto
Serão elas que não deixam ver o Sol
Sinto-as morrerem nos meus lábios, com um intenso sabor a sal
Tão intenso, como intensa é a dor que fere e queima meu peito
Não!...não são as lágrimas
É o meu coração
Sim o meu coração, vazio e doente
Pois é ele a causa de ver tudo cinzento
Sem brilho, apaguei a luz da minha vida
Como poderia nascer o sol
Pois a cada dia que nasce
Assiste a algo que o deixa triste
A morte de um grande amor
Margarida Tanque-Muchia

Brisa Sussurrante

Brisa que levemente afagas meu rosto

Sei!...Contigo vem a saudade de alguém

Saudade essa que mora em meu peito também

Sim diz, conta-me...

Podes sussurrar ao meu ouvido, as palavras que lá ao longe ouviste

Falava de mim...deixa que adivinhe

Sei!...

Suspirava olhando o mar, seus olhos estavam tristes

Seu olhar distante perdido

Deixa que te confesse, oh brisa sussurante

É esse. Esse mar a causa do seu olhar triste, de tanta saudade em seu peito

Éa sua imensidão que nos aprisiona, separando nossos corações

Oh brisa, como trouxeste leva...leva contigo a minha esperança a força

A força de quem ama

Afaga seu rosto., e tu leve brisa leva meu beijo, e deixa-o em seus lábios

Meu beijo doce e sussura em seu ouvido que este coração distante o ama e amará

eternamente.

Margarida Tanque-Muchia



Renúncia à morte

Morte, tu que sempre me apavoraste

Sempre temi ver teu rosto

Essa tua face descolorida, de um corpo à tua mercê

Face encerada, um corpo vazio

De lá sairam, todos os belos sentimentos da vida

Luz , amor, carinho, cor vida

Sim vida... lufada de ar fresco

Nada disto faz parte de ti

Porque me persegues? afasta-te de mim...

Sabes, estou a habituar-me à tua sombra

Já não sinto medo de ti

Por momentos sentir-te perto tornou-se o meu refúgio

Porquê? porquê pergunto-me. Como posso sentir, calma, paz, serenidade ao sentir-te perto

de mim, se tu sempre me apavoraste

Não!...não te aproveites da minha fragilidade, de estar a deixar-me morrer por dentro

Deixa que lute pela vida, porque assim não serás vencedora, aceitando-me de braços abertos

Não... não me queiras a correr para ti, deixa que lute pela vida, por aquela que ainda não vivi

Afasta-te.Não te quero como amiga

Preciso viver, não me causes fascínio

Quero-te bem longe ...longe do meu caminho.

Múchia-Margarida Tanque

13 setembro 2006

Momentos: September 2006

Momentos: September 2006



Solidão

Diz-me a razão… Quero saber?

Porque fazes questão de me acompanhar

Não te vejo, mas sinto-te presente

Não és boa companhia porque não te vás…

Contigo não vejo o brilho do sol

Deixei de reparar na magia da lua

Nem as estrelas vejo mais

Refugio-me no teu canto…Ai!!! Que frio que é

Sem luz, sem calor, aqui não mora a alegria

Tens apenas a tristeza por companhia

Não de quero comigo, quero deixar-te

Quero voltar a ver o sol brilhar…sentir o seu calor

Olhar a magia da lua com as estrelas em redor

Voltar a ver as cores da natureza os chilrear dos pássaros

O burburinho das crianças, sua alegria contagiante

Quero deixar-te quero viver não o consigo sozinha

Peço-te abandona-me deixa que fuja de ti

Porque contigo sinto que morro lentamente

Quero viver, sorrir, amar, ser feliz



12-04-2006
Margarida Tanque-Muchia












Amor Virtual

Não sei se poderei apelidar-te de amor

Não sei se ele existe, ou se esta presente.

Sei que o sinto … algo inquieta-me.

Dentro do meu peito, mora um sentimento.

Sinto-o crescer quando virtualmente estás perto de mim.

Ao ler as tuas palavras, meu coração se inquieta.

Ao olhar tua foto, meus olhos ganham um brilho especial.

Meu peito dói, sim dói …pela ansiedade que sinto.

Esta ansiedade que me corrói… apagando do meu rosto o sorriso.

Não és real para mim, és virtual mas sei que existes

Algures num sítio que desconheço.

Sei que por aí adormeces e acordas

Tão longe de mim, tão distante do meu coração.

Conforta-me saber que partilho algo contigo

O sol e lua, brilham ambos para nós

Sinto ciúme, porque sei que a lua pode perseguir-te

Espreitar pela janela, beijar teu rosto adormecido

O sol esse…esse pode te aquecer e cair sobre a tua pele

Envolver teu corpo… seguir teus passos bronzear-te

E eu?...Sim eu sem nada te poder fazer, porque és virtual

Como poderei estar contigo?...como poderei acompanhar-te?

Não consigo sentir teu calor, nem tão pouco teu cheiro

Ai!... Como desejo ardentemente poder dormir e acordar contigo

Olhar teu rosto adormecido, beijar teus lábios suavemente

Tal como uma borboleta pousa suavemente numa flor

Meus lábios pousariam nos seus …. Que aveludado como são doces

Imagino…idealizo é tudo virtual

Contigo sonho, sonhar é permitido

No sonho sou feliz…na realidade nem um pouco

Este amor absorve-me o pensamento meu corpo minha alma

Ele é intenso sentido tudo um sonho actual

Quem sabe um dia…quiçá não passe para o real

Tudo é possível neste mundo virtual.

Margarida Tanque-Múchia 02/09/06
Coração Ferido

Porquê este vazio?...

Sim!...Um vazio que faz doer meu peito.

Como pude acreditar novamente?

Deixei-me levar, sem dar por isso.

Será que amar é sempre assim?...

Dar tudo de mim, sem nada receber em troca.

Não saberei amar? Amar é coisa que se aprende?

Certamente nunca fui amada, como poderia ter aprendido…

Será que amo…penso que sim, certeza essa não tenho

Se amar é adormecer e acordar contigo no pensamento.

É dar muito de mim, sem nada receber em troca.

Olhar o mundo à minha volta

Ver a beleza do dia, sentir a magia da noite

Ter nos lábios um sorriso terno e doce

Um brilho no olhar sentir uma paz interior

Será que tudo isto sente quem ama…

Se assim for então estou amando

Como dói sentir que te estou perdendo

Sinto um aperto no peito que me sufoca

Os meus olhos não brilham mais

Meus lábios deixaram de sorrir

Já não vejo o mundo que me rodeia

Estou vazia tenho o coração ferido

Não quero nem posso acreditar que deixaste de me amar

Margarida Tanque-Muchia 18-04-2006















No calor da paixão

Tudo começou, com palavras vãs.
Com um boa noite, quiçá faz tempo

Não tanto tempo assim… sinto a sensação de ter sido a muito
Dois desconhecidos…mas, por pouco tempo

Senti que ali estava uma grande mulher

Confesso que fiquei surpreso…

Estendeste-me a tua mão

E logo como se de um hímen se tratasse, minha mão colou-se na tua

Vagueava por um mundo, um pouco cinzento, sem rumo

Meu coração estava vazio, adormecido

Quando te vi, meu coração sobressaltou

No teu cabelo, cor de ouro tal como campos de trigo, amadurecido pelo calor do verão

Vi a luz do sol, todo o seu esplendor, em minha vida nasceu a luz

No verde dos teus olhos vi a cor…a cor da esperança cor de musgo serenado por onde correm
pequenas gotinhas de água límpida.

Teu sorriso terno, doce evolveu-me numa áurea mágica apagando minha tristeza

Teu corpo pequeno, teu jeito de menina traquina cativou-me dia a dia

A tua pele branca faz de ti a princesa dos meus sonhos
Inquietaste meu coração, de ti vi desabrochar uma grande mulher

Teu perfume, uma doce brisa que passa, fechando os olhos absorvo-a suavemente

Precisávamos um do outro…estávamos perto, mas tão longe

Preciso de ti … e tu de mim, sei…sinto-o.

A vida para nós passou a ter outro sentido

Surgem gargalhadas espontâneas…

Olhares cúmplices…

Mãos que se procuram e enlaçam…

Beijos ternos demorados

Noites longas, desejo árduo de te ver, ter-te junto de mim

Tu és a minha lua, eu sou teu sol, vives dentro de mim

Estou apaixonado, sinto o palpitar do meu coração

Quero viver este nosso amor no calor da paixão





Margarida Tanque-Múchia 05-09-2006




Só tu

Tu… homem dos meus sonhos

És o responsável pelos meus devaneios

Contigo esqueço que o mundo não gira só em volta de nós

Olho para ti e perco-me, deixo me levar pela luxúria

Teu olhar me inebria, meu corpo cede e se deixa envolver

A tua boca fascina-me, teus lábios bem delineados e carnudos provocam-me

Despertam em meu corpo o desejo intenso de amor, de prazer

Não sei porque me deixo levar…sei que apenas te sigo

Perante ti, perante teu olhar, não sei resistir, não sei dizer não

Teu olhar terno, teu sorriso doce, envolve meu todo

Parece que vivo só para ti, só tu existes, sinto-me envolta em magia

Nada do que me rodeia existe, tu absorves-me por completo

Meu corpo reclama tuas carícias, meu coração parece querer sair de meu peito

Minha pele se envolve de um calor intenso, meu corpo lascivo se inquieta

A tua tez morena, cor de mel adocica todo este meu desejo

Adoraria saboreá-la tal como de mel se tratasse levemente perfumada

Toda ela faz-me sentir o aroma quente inebriante do cravo e da canela

Meu pensamento se eleva, olho para ti mas o cenário é outro

Já estamos em nosso mundo de amor, apenas uma lareira acesa

No chão um simples tapete macio, de pelo sedoso, dois corpos desnudos e envoltos

Apenas por testemunha a chama da lareira que devora a lenha assim como o prazer devora
nossos corpos.

Apenas se ouve os estalidos da lenha a ser consumida pelo fogo assim como nós pelo fogo da
paixão que nos une.

Estes se misturam entre os suspiros ofegantes e gemidos de prazer que pairam no ar.

Surgem palavras que não são mais que sussurros que saem por entre os lábios trémulos dos
amantes

Mas tu trazes-me a realidade com a tua ausência porque só eu sonho

Tu és o mágico do meu mundo de amor e como tal num ápice desapareces como se de um
truque se tratasse. Levando contigo meu sonho deixas-me uma cruel realidade.

Que um amor não pode ser vivido apenas com um apaixonado.

Margarida Tanque-Múchia 03-09-2006



Reaprender a amar

Amor presente

Não sei como te poder acreditar

Nem se deva voltar a amar

Tenho medo de sofrer

De novamente chorar

Meu coração está frágil

Muito sensível à dor

Talvez não esteja preparado

Para viver este amor

A tentar protegê-lo sei que lhe cause dor

Porque este meu coração alimenta-se de amor

Por favor compreende-me

Quero reaprender a amar

E só tu, …sim só tu me podes ensinar

Com teu jeito carinhoso com tua forma de amar

Deste um sentido a minha vida por ti arrisco a amar

Peço-te meu sol nunca nela deixe de brilhar

Porque meu coração ferido para sempre iria chorar

11-4-2006
Margarida Tanque-Muchia