
Tu
Grande Imenso, Como o mar
Traiçoeiro, revolto, feroz
Rugido tenebroso, assustador
És algo que se apodera de mim...
Nasce em mim um desejo, o desejo de possuir-te
Um desafio, o desafio de desbravar-te
Lanço-me nos teus braços e sinto que o teu leito me acolhe
Como um mar bonançoso vens de mansinho e do meu corpo te apoderas
Envolves-me e me enlaças, sufocas-me e deixas-me enternecida
E eis que sobre mim te deleitas e suavemente te agitas
Carinhosamente me acaricias e sinto que me possuis
Abraças-me e me embalas, deixando-me adormecida
Levemente te agitas, o meu corpo fustigas
Murmuras ao meu ouvido levando-me no teu baloiçar
E ruges, sinto que dilaceras as minhas entranhas, inundas-me de espuma
Rendes-te, assumes um estado de calmaria, apenas oiço o teu murmurar
Novamente sinto que me acolhes, que me envolves e me deixas perdida
Cansado de mim atiras-me para a praia, extasiada e vencida
Presenteias-me apenas com um laivo de vida
Até que as ondas me despertam com seus beijos suaves, em forma de espuma
e o sol aquece a minha alma, despertando-a para a vida
Quiçá não surja outro mar, que eu saia vencedora e não vencida.
04-10-2011
Voz do Ser
Grande Imenso, Como o mar
Traiçoeiro, revolto, feroz
Rugido tenebroso, assustador
És algo que se apodera de mim...
Nasce em mim um desejo, o desejo de possuir-te
Um desafio, o desafio de desbravar-te
Lanço-me nos teus braços e sinto que o teu leito me acolhe
Como um mar bonançoso vens de mansinho e do meu corpo te apoderas
Envolves-me e me enlaças, sufocas-me e deixas-me enternecida
E eis que sobre mim te deleitas e suavemente te agitas
Carinhosamente me acaricias e sinto que me possuis
Abraças-me e me embalas, deixando-me adormecida
Levemente te agitas, o meu corpo fustigas
Murmuras ao meu ouvido levando-me no teu baloiçar
E ruges, sinto que dilaceras as minhas entranhas, inundas-me de espuma
Rendes-te, assumes um estado de calmaria, apenas oiço o teu murmurar
Novamente sinto que me acolhes, que me envolves e me deixas perdida
Cansado de mim atiras-me para a praia, extasiada e vencida
Presenteias-me apenas com um laivo de vida
Até que as ondas me despertam com seus beijos suaves, em forma de espuma
e o sol aquece a minha alma, despertando-a para a vida
Quiçá não surja outro mar, que eu saia vencedora e não vencida.
04-10-2011
Voz do Ser
Sem comentários:
Enviar um comentário