NA PENUMBRANa penumbra do meu quarto, penso em ti
Em ti meu amor, amor ausente, amor presente
Neste meu recanto encontro-me com a poesia
Poesia que é minha confidente, minha amiga
Transcrevo para o papel, tudo aquilo que me vai na alma
Este papel que acolhe minhas lamúrias, meus desejos e meus devaneios
Neste momento deixo de escrever e penso em ti
Penso nos momentos felizes, que juntos passamos
Penso no por-do-sol, que tantas vezes assistimos juntos
Como ao nascer do mesmo, que muitos vezes fez-nos acordar em sobressalto
Sim, em sobressalto após as longas noites de amor que passamos
Ai que saudade do teu beijo quente, de beijar teu corpo moreno
Perco-me neste tempo, num tempo de um amor louco
Que foi muito, mas para quem ama é sempre pouco
Sinto saudade, saudade essa que me obriga a refugiar-me no passado
Trazendo de novo ao pensamento, momentos de amor como se os vivesse
Perdida neste meu pensamento, só o deslizar da caneta por entre os dedos faz-me despertar
Caindo na realidade na penumbra deste meu quarto, sinto que te amo
Amo-te meu amor ausente, mas que na minha mente está sempre presente
E começo por confidenciar nesta folha de papel, à poesia minha confidente
O quanto este meu coração está doente, por falta de alimento
Alimento que só tu lhe podes dar, quando nos meus braços puderes estar
E novamente a tua boca eu possa beijar e a tua pele morena possa acareciar
Não tardes meu amor, não tardes em regressar
Na penumbra do meu quarto, nos meus braços quero te aconchegar
Render-me a este amor que sobrevive no meu pensamento
Não tardes meu amor, porque temo a todo o momento
Que este meu pobre coração, morra por falta de alimento.
13-02-2008 Margarida Tanque
1 comentário:
Eu ainda nem vi direitinho....mas já gosto... escreves bem.
Voltarei aqui.
**beijo**
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