25 outubro 2007


Devaneios da Alma

Sublime alma de mulher

Que tantos sentimentos alberga

Que a corroem e a agita

Prisioneira de um peito que grita

Alma inquieta, vestida de negro

Com o negro da solidão

Com a frieza da dor

Com o desespero da desilusão

Desperta apenas, com o bater do coração

Que bate, de forma lenta

Perante uma alma em tormenta

No intimo da mulher, que a sustenta

Com o amor que seu peito acalenta

Que lhe dá vida e a deixa sedenta

Sedenta de beijos, de amor, de paixão

Alimento que provem do coração

Mas este está ferido e enfraquecido

E tu, pobre alma sublime, agora estás perdida

Debateste-te e caíste, foste vencida

Rendeste-te ao cansaço, hoje és alma adormecida

Quiçá… não suja uma lufada de amor

E te desperte para a vida, pobre alma esquecida.

Margarida Tanque 04-10-2007

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