
Devaneios da Alma
Sublime alma de mulher
Que tantos sentimentos alberga
Que a corroem e a agita
Prisioneira de um peito que grita
Alma inquieta, vestida de negro
Com o negro da solidão
Com a frieza da dor
Com o desespero da desilusão
Desperta apenas, com o bater do coração
Que bate, de forma lenta
Perante uma alma em tormenta
No intimo da mulher, que a sustenta
Com o amor que seu peito acalenta
Que lhe dá vida e a deixa sedenta
Sedenta de beijos, de amor, de paixão
Alimento que provem do coração
Mas este está ferido e enfraquecido
E tu, pobre alma sublime, agora estás perdida
Debateste-te e caíste, foste vencida
Rendeste-te ao cansaço, hoje és alma adormecida
Quiçá… não suja uma lufada de amor
E te desperte para a vida, pobre alma esquecida.
Margarida Tanque 04-10-2007
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