Observam-me…
Sinto-o…sei que um olhar percorre meu corpo
Deslizando sobre mim de forma penetrante
Incomoda-me…Sinto-me prisioneira desse olhar
Com um olhar fugaz tento descobri-lo
E encontro-o com um simples levantar de olhos
Tal qual um íman seu olhar se cola ao meu
Deixa de ser pentrante, tornando-se meigo, e doce
Não!...não posso deixá -lo apoderar-se do meu
Que se apodere de mim...deixo, que meu olhar decaia
Mas este tende em voltar, e novamente se cola ao teu
Com ele vi o sorriso terno e doce que esboçavas para mim
Outros olhares surgiram, uns cumplices, outros delatores
No castanho mel dos teus olhos, vi o crepúsculo do sol
Um misto de cores quentes, de fogo, que incendiou meu coração
Que vive adormecido no calor da paixão
Com um olhar apenas conquistaste meu coração
As vezes este chora, mas não o devia fazer
Porque a tarde chora o por-do-sol
Mas no dia seguinte ele volta a nascer
Assim será o nosso amor se não o deixarmos morrer
Basta um teu olhar, para ele sobreviver
Serás sempre o meu amor, enquanto este meu coração bater
Margarida Tanque 07-02-2007

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