28 fevereiro 2007

Na nudez da alma

Por ti despi a minha alma

Coloquei a nu todos os meus sentimentos

Deixei que o teu olhar a percorresse

E pudesses ver fluir dela os mais nobres sentimentos

Prostrei-me perante ti prisioneira do teu amor

Teu olhar se recolheu perante tal nudez

Pois ela era detentora de um grande sentimento

Ali morava o amor no calor da ternura e da paixão

Perante algo tão nobre descobriste a pequenez da tua alma

O quanto vazio era o teu ser pois ele não albergava o amor

Sentiste que não merecias tal visão e com ela ferias teu coração

Um coração gélido, frio, desprovido de sentimentos

Um arrepio percorreu teu corpo, sentiste que precisavas do meu calor

O calor que emanava da minha alma, alma nua de preconceitos

Não falaste, a hora era de saber calar, entendi tudo no teu olhar

Abri meus braços, para te poder amparar

Sou o teu aconchego, serei a tua vida jamais esquecida

Serei o pôr-do-sol do teu coração, povoando-o de vários sentimentos

Amor, afecto, respeito, ternura, veracidade, troca, carinho, e cumplicidade

Abre o teu coração, despe também a tua alma

Veste-a com amor, o amor que chegará a qualquer hora

Não sei se estarei presente ou ausente

Não tenhas receio de me procurar se a saudade apertar

E o teu coração por mim reclamar, vais encontrar-me certamente

No brilho de um olhar.
Margarida Tanque 8-02-2007

Sem comentários: