Grandioso, tão poderoso como ele só, está deserto
Lá ao longe o sol teima em nascer
Tentando transpor as nuvens cinzentas que o encobrem
No porto descansam apenas duas velhas areeiras
Adormecidas no tempo, oiço seus lamentos
Rugidos que soltam ao serem fustigadas pelas investidas das ondas
Todo meu ser se lamenta, também ele fustigado por este amor
Sim… por este amor que consome meu coração
Pela tua ausência, pela solidão que sinto
Vejo uma leve gaivota, que se deixa balouçar na ondulação
Tão sozinha, deleitando-se na imensidão do mar
Sinto-me tão covarde perante a pequenez desta
Porque tenho medo, porque não sei viver sem amor
Procuro a razão, mas não a encontro
Preciso do teu amor, preciso de ti
Contigo via as cores daVida, o brilho do Sol, o azul do Mar
Via como este rugia e em forma de onda, se estendia na areia
Deixando nela seu beijo suave de água em forma de espuma
Sinto frio, um arrepio percorre meu corpo
E o sol que não vem, sinto minha alma gélida
Falta-me o sol, falta-me o sol da minha vida
Já nem a lua vejo mais, com seu manto cintilante e mágico
Esta nos envolvia numa áurea de ternura e paixão
Não posso, nem quero acreditar, que tudo isto fosse um amor de Verão
Meu coração reclama em delírio a tua presença
Preciso do teu olhar de veneno, do calor do teu corpo moreno
Do teu cheiro que seduz e atormenta esta minha alma sedenta
No silêncio da noite ela grita, no sonho se agita e corre para ti
Por tudo isto estou a pensar em ti, só assim consigo sorrir
Tu és um raio de sol nesta minha vida de tempestade
Um rasgo de felicidade que se tornará plena
Meu eterno amor, quando estiveres a meu lado
Margarida Tanque
Poema premiado em 3º lugar no Concurso Literário "Mundo de Amor " Escalão superior a 40
14-02-2007

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