17 novembro 2006

Amiga

Nunca te vi…

Mas sei que existes.

Estás tão longe… tão distante de mim

Não és uma presença constante

Mas fazes parte do meu mundo

Não é necessário estares sempre presente

Para seres uma boa amiga

Basta que não me abandones quando preciso de ti

Sei que posso contar contigo

Não estás presente, mas sei que estás comigo

Sinto-to nos momentos que estou só

As tuas palavras, essas correm em meu auxílio

Destruindo a angústia que envolve meu ser

Tu que aparentas ser tão frágil

Que reconheces a face dolorosa da vida

Não te rendeste ao desespero, enfrentaste-o

Superaste os obstáculos que a vida te obrigou a transpor

Tu, árvore da vida, pequena mas de raízes profundas

Resististe à tempestade que assolou a tua vida

Não te deixaste abalar, algo te deu força

Quiçá não fora o rebento que nasceu de ti

Que a teu lado cresce sádio e viçoso

Mulher coragem que olha o futuro

Tu que estendes a mão aos mais frágeis

Os que não têm forças para lutar

Trazendo-lhes um futuro, que deixara de ter sentido

Para eles és uma referência, transmites-lhes confiança

Fazendo prevalecer a grande frase

Enquanto à Vida à Esperança

Com carinho para a amiga do peito Manu

16-11-2006-Margarida Tanque/ Múchia