
Renúncia à morte
Morte, tu que sempre me apavoraste
Sempre temi ver teu rosto
Essa tua face descolorida, de um corpo à tua mercê
Face encerada, um corpo vazio
De lá sairam, todos os belos sentimentos da vida
Luz , amor, carinho, cor vida
Sim vida... lufada de ar fresco
Nada disto faz parte de ti
Porque me persegues? afasta-te de mim...
Sabes, estou a habituar-me à tua sombra
Já não sinto medo de ti
Por momentos sentir-te perto tornou-se o meu refúgio
Porquê? porquê pergunto-me. Como posso sentir, calma, paz, serenidade ao sentir-te perto
de mim, se tu sempre me apavoraste
Não!...não te aproveites da minha fragilidade, de estar a deixar-me morrer por dentro
Deixa que lute pela vida, porque assim não serás vencedora, aceitando-me de braços abertos
Não... não me queiras a correr para ti, deixa que lute pela vida, por aquela que ainda não vivi
Afasta-te.Não te quero como amiga
Preciso viver, não me causes fascínio
Quero-te bem longe ...longe do meu caminho.
Múchia-Margarida Tanque
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