13 setembro 2006

No calor da paixão

Tudo começou, com palavras vãs.
Com um boa noite, quiçá faz tempo

Não tanto tempo assim… sinto a sensação de ter sido a muito
Dois desconhecidos…mas, por pouco tempo

Senti que ali estava uma grande mulher

Confesso que fiquei surpreso…

Estendeste-me a tua mão

E logo como se de um hímen se tratasse, minha mão colou-se na tua

Vagueava por um mundo, um pouco cinzento, sem rumo

Meu coração estava vazio, adormecido

Quando te vi, meu coração sobressaltou

No teu cabelo, cor de ouro tal como campos de trigo, amadurecido pelo calor do verão

Vi a luz do sol, todo o seu esplendor, em minha vida nasceu a luz

No verde dos teus olhos vi a cor…a cor da esperança cor de musgo serenado por onde correm
pequenas gotinhas de água límpida.

Teu sorriso terno, doce evolveu-me numa áurea mágica apagando minha tristeza

Teu corpo pequeno, teu jeito de menina traquina cativou-me dia a dia

A tua pele branca faz de ti a princesa dos meus sonhos
Inquietaste meu coração, de ti vi desabrochar uma grande mulher

Teu perfume, uma doce brisa que passa, fechando os olhos absorvo-a suavemente

Precisávamos um do outro…estávamos perto, mas tão longe

Preciso de ti … e tu de mim, sei…sinto-o.

A vida para nós passou a ter outro sentido

Surgem gargalhadas espontâneas…

Olhares cúmplices…

Mãos que se procuram e enlaçam…

Beijos ternos demorados

Noites longas, desejo árduo de te ver, ter-te junto de mim

Tu és a minha lua, eu sou teu sol, vives dentro de mim

Estou apaixonado, sinto o palpitar do meu coração

Quero viver este nosso amor no calor da paixão





Margarida Tanque-Múchia 05-09-2006




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