Com um boa noite, quiçá faz tempo
Não tanto tempo assim… sinto a sensação de ter sido a muito
Dois desconhecidos…mas, por pouco tempo
Senti que ali estava uma grande mulher
Confesso que fiquei surpreso…
Estendeste-me a tua mão
E logo como se de um hímen se tratasse, minha mão colou-se na tua
Vagueava por um mundo, um pouco cinzento, sem rumo
Meu coração estava vazio, adormecido
Quando te vi, meu coração sobressaltou
No teu cabelo, cor de ouro tal como campos de trigo, amadurecido pelo calor do verão
Vi a luz do sol, todo o seu esplendor, em minha vida nasceu a luz
No verde dos teus olhos vi a cor…a cor da esperança cor de musgo serenado por onde correm
pequenas gotinhas de água límpida.
Teu sorriso terno, doce evolveu-me numa áurea mágica apagando minha tristeza
Teu corpo pequeno, teu jeito de menina traquina cativou-me dia a dia
A tua pele branca faz de ti a princesa dos meus sonhos
Inquietaste meu coração, de ti vi desabrochar uma grande mulher
Teu perfume, uma doce brisa que passa, fechando os olhos absorvo-a suavemente
Precisávamos um do outro…estávamos perto, mas tão longe
Preciso de ti … e tu de mim, sei…sinto-o.
A vida para nós passou a ter outro sentido
Surgem gargalhadas espontâneas…
Olhares cúmplices…
Mãos que se procuram e enlaçam…
Beijos ternos demorados
Noites longas, desejo árduo de te ver, ter-te junto de mim
Tu és a minha lua, eu sou teu sol, vives dentro de mim
Estou apaixonado, sinto o palpitar do meu coração
Quero viver este nosso amor no calor da paixão
Margarida Tanque-Múchia 05-09-2006

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