Há muito, já não me lembro quando
Que não via, o dia nascer assim
Feio, cinzento, sem brilho
Onde está a beleza que irradia o nascer-do-sol
Será mesmo, que hoje nasceu assim?
Será!...
Ou serão as lágrimas que caem dos meus olhos, deslizando apressadas pelo meu rosto
Serão elas que não deixam ver o Sol
Sinto-as morrerem nos meus lábios, com um intenso sabor a sal
Tão intenso, como intensa é a dor que fere e queima meu peito
Não!...não são as lágrimas
É o meu coração
Sim o meu coração, vazio e doente
Pois é ele a causa de ver tudo cinzento
Sem brilho, apaguei a luz da minha vida
Como poderia nascer o sol
Pois a cada dia que nasce
Assiste a algo que o deixa triste
A morte de um grande amor
Margarida Tanque-Muchia

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