13 setembro 2006


Amor Virtual

Não sei se poderei apelidar-te de amor

Não sei se ele existe, ou se esta presente.

Sei que o sinto … algo inquieta-me.

Dentro do meu peito, mora um sentimento.

Sinto-o crescer quando virtualmente estás perto de mim.

Ao ler as tuas palavras, meu coração se inquieta.

Ao olhar tua foto, meus olhos ganham um brilho especial.

Meu peito dói, sim dói …pela ansiedade que sinto.

Esta ansiedade que me corrói… apagando do meu rosto o sorriso.

Não és real para mim, és virtual mas sei que existes

Algures num sítio que desconheço.

Sei que por aí adormeces e acordas

Tão longe de mim, tão distante do meu coração.

Conforta-me saber que partilho algo contigo

O sol e lua, brilham ambos para nós

Sinto ciúme, porque sei que a lua pode perseguir-te

Espreitar pela janela, beijar teu rosto adormecido

O sol esse…esse pode te aquecer e cair sobre a tua pele

Envolver teu corpo… seguir teus passos bronzear-te

E eu?...Sim eu sem nada te poder fazer, porque és virtual

Como poderei estar contigo?...como poderei acompanhar-te?

Não consigo sentir teu calor, nem tão pouco teu cheiro

Ai!... Como desejo ardentemente poder dormir e acordar contigo

Olhar teu rosto adormecido, beijar teus lábios suavemente

Tal como uma borboleta pousa suavemente numa flor

Meus lábios pousariam nos seus …. Que aveludado como são doces

Imagino…idealizo é tudo virtual

Contigo sonho, sonhar é permitido

No sonho sou feliz…na realidade nem um pouco

Este amor absorve-me o pensamento meu corpo minha alma

Ele é intenso sentido tudo um sonho actual

Quem sabe um dia…quiçá não passe para o real

Tudo é possível neste mundo virtual.

Margarida Tanque-Múchia 02/09/06

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